ARTIGOS


Mensagem de Ano Novo do Administrador Paroquial Pe. Joácio Nóbrega a seus paroquianos



Meus Irmãos e irmãs em Cristo Jesus, com as benção de Deus e a interseção de Santo Onofre, chegamos ao fim de mais um ano 2012, começo de um novo ano 2013. É momento de  louvar e agradecer ao Senhor por tudo o que vivemos e pedir sua companhia ao longo do novo ano prestes a se iniciar.

Por ocasião do Ano Novo  temos o costume de desejar às pessoas os mais nobres sentimentos para o ano que se inicia. Desejamos, dentre tantos bens, a paz. Na verdade, a paz, enquanto sentimento e experiência  profunda de Deus a humanidade  e  de todos para todos. Só se pode encontrar paz onde a totalidade do real se ofereça e apreenda, sem excluir qualquer dimensão do que somos, sonhamos e vamos conseguindo.

 A  meditação  dos trechos bíblicos desta Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus dá-nos a maior fundamentação desta dádiva de Deus. Ouvimos a antiga bênção, que Moisés aprendeu do próprio Deus e tão bem ressoa neste começo de ano. “O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz!”.

Foi envolto neste olhar de Deus Pai, rebrilhante no de uma singularíssima Mãe humana, que o Filho de Deus nasceu no mundo, como São Paulo referiu em breve versículo de duradoura lição: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos”.

 Mas é no Evangelho escutado que podemos deparar com a autêntica súmula de quanto celebramos hoje. Num rápido esboço apenas: Contava São Lucas que “naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura”. Assim mesmo Os devemos encontrar também, com a urgência que certamente sentimos. E por aquela mesma ordem: primeiro, viram a Mãe, que O recebera de Deus, como novo começo e perfeita libertação do mundo.

 De Maria e José, os pastores concentraram-se naquele “Menino deitado na manjedoura”, tudo “como lhes tinha sido anunciado”. Em tal pobreza puderam entrever a riqueza divina, que assim os libertava de qualquer exclusão que fosse. Num palácio nasceria um “deus” para os grandes, como o César de Roma, rodeado de grandíssima corte. Numa manjedoura estava Deus para todos, entre Maria e José, começando pelos pastores que acorriam.

Continuava o Evangelho, “Quando O viram, os pastores começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam”. Ninguém disfarça um espanto, ninguém sufoca a alegria. Desde então se “começou a contar” a história viva daquele Menino e sua Mãe. Ou melhor, essa mesma história se tornou História da Igreja, fermentação persistente da liberdade do mundo.

Nessa Historia de Salvarão nós vamos escrevendo a nossa historia. Fazendo de cada ano, um degrau de experiência e crescimento, numa luta constante entre: as  alegrias e as dificuldades,  tristezas e  esperanças, sem nunca desanimar de que o outro dia, outro ano, possa ser melhor que o que  vimemos. 

O cristão vive da esperança. Por isso quando chegamos ao início de mais um ano, percebo nas pessoas uma alegria realmente sincera. Vejo em cada olhar, um brilho especial, de quem acredita na felicidade, típico das pessoas que sabem o quanto é importante não desanimar  diante das dificuldades. Nem sempre as coisas são como queremos, mas elas podem ser  melhores ainda do que imaginamos, basta ouvir a voz de Deus.

 Na iminência de um novo ano, fazemos muitos propósitos. Assim agimos porque somos impulsionados pela esperança de Cristo. É este sentimento que nos faz pensar positivo, dando-nos força e coragem para enfrentarmos as diversas, e tantas vezes adversas, situações da vida.

Devemos ser nós mesmos  os construtores do amanhã. De um novo ano. Devemos  ser protagonista deste momento de expectativa de vida para o mundo novo onde Deus deve tomar a dianteira deste novo caminho trilhado com muita fé, para que cada vez mais
possamos  acreditar num ano melhor capaz de transpor obstáculos e ser feliz.

Por isso, convido  a  todos para planejamos mais um ano em nossas vidas, 2013. Onde cada pessoa deve  fazer um projeto de vida, um sonho, uma meta, um caminho para ser executado neste 365 dias de 2013.

O nome desse projeto  chama-se vida. Vida que  é  um presente de Deus. Ela  é feita de momentos felizes e tristes também.. Mas sempre é possível tirar uma lição de cada um deles...E a principal lição que eu tirei da vida é que devemos amar. A vida é uma missão, cada um realiza a sua, também é uma balança para ser medida no final, pois somos imperfeitos, é preciso separar e limpar toda sujeira e mancha que impregnou durante esse tempo vivido!

Planejamento de vida O planejamento pessoal é a chave para a auto realização e para o sucesso pessoal – incluindo a motivação e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Planejar a vida não significa adotar uma postura radical e inflexível, como muitos pensam.  Planejar a vida no sentido cristão é entregar-se a vontade de Deus. “Seja feita a vossa vontade a assim na terra como no céu “

Objetivos de vida para 2013 Felicidade. O ser humano anseia por felicidade. Ser feliz. É o que o homem mais busca, de todas as formas e maneiras. Se parar para pensar, tudo que se faz tem por objetivo alcançar esse sentimento. Todos nós queremos, precisamos e temos o direito de sermos felizes.

        

Objetivos específicos. (como conseguir ser feliz,, os passos que devemos trilhar) 1º passo bye bye, preguiça!Se você é daquelas que se cansam só de pensar em fazer algo novo, está na hora de mudar de atitude. O veneno da preguiça nos impede de fazer coisas simples, como caminhar perto de casa, até planos mais complexos, como um curso de pós-graduação. O resultado de se render a ela é a estagnação. Para a psicóloga e coach Iraceles Pires, de São Paulo, a preguiça pode indicar falta de definição na vida. "É característica de quem não consegue se decidir sobre qual caminho seguir ou ainda não parou para pensar no que ganha e no que perde ao tomar uma decisão. Decidir-se é comprometer-se com algo", diz.Na visão da especialista, combater esse sentimento exige esforço, mas traz inúmeras recompensas: "É necessário re-significar cada oportunidade e observar tudo o que se deixa de ganhar ao ficar parado ou ao adiar uma ação". Para Maria Helena Saleme, psicanalista, de São Paulo, vencer o marasmo é sair da zona de conforto e experimentar o novo, sempre com muita coragem.  2º passo: ficar de bem consigo mesmaSim, todas nós cometemos deslizes e isso não nos torna piores do que ninguém. "O erro é o caminho do acerto. Se caio sete vezes, levanto-me oito", diz a monja Coen, da Comunidade Zen Budista de São Paulo. E completa: "É preciso enxergar nos percalços oportunidades de aprendizado. Portanto, viver implica estar sujeito a errar. A diferença é que, notando o erro, eu me arrependo, procuro entender as causas que me levaram a agir assim e modifico meu comportamento".Para Iraceles, quando não entendemos a falta de acerto como parte do processo de aprendizado, tendemos a nos sentir culpadas: "Esse sentimento é a parte da consciência humana que nos julga e condena. A autoaceitação é a chave para realizar mudanças positivas. Portanto, para se livrar da culpa é necessário perdoar-se, reavaliar os próprios padrões de exigência e romper os contratos que efetivamos no passado". 3º passo: colocar  um pouco de espiritualidade em sua vidaJana Magalhães Goste mais de si mesma!Você não precisa ter uma religião, nem mesmo a crença em um Deus único e poderoso, para cultivar a espiritualidade. Você pode simplesmente acreditar na vida, na força que nos move ou ainda na noção de que todas nós fazemos parte de um todo maior. "Conectar-se com algo superior amplia nossa mente e nos dá a sensação de acolhimento", afirma Iraceles. Ao que completa a monja Coen: "Quando cultivamos a espiritualidade passamos a entender a transitoriedade de tudo. Se hoje estou feliz, sei que essa alegria não irá durar para sempre, então não deixo que ela suba à minha cabeça. Se estou triste, amanhã posso não estar mais, portanto, não me desespero, porque sei que tudo se encadeia". 4º passo: resgatar velhos hábitos que a faziam felizes e  inventar novosRecordar momentos felizes pode ser uma boa saída para aquela época em que a vida parece sem graça. Sabe quando você andava de bicicleta sentindo o vento bater no rosto? E quando tinha tempo para tudo e nenhuma preocupação? "Todas as emoções são guardadas em nosso cérebro como uma fita gravada e podem ser tocadas a qualquer momento, se o estímulo certo for acionado. Esse recurso deve ser utilizado para nos motivar a entrar em ação, desde que não se perca o foco no presente", diz Iraceles.Para a psicanalista paulista Maria Helena, resgatar nosso lado infantil pode ter suas vantagens, porém, ela não acredita em uma fórmula para a felicidade. "Ir atrás das coisas que nos dão prazer é sempre positivo, mas mais importante é combater a cultura da felicidade obrigatória em que vivemos hoje. Permita-se, de vez em quando, conviver com a dor, pois é nela que descobrimos quem realmente somos para que possamos ser mais felizes amanhã", afirma.  5º passo: cortar atitudes que não façam bem a vocêTão difícil quanto incorporar um novo hábito saudável é nos livrar dos péssimos arraigados em nossa rotina. Sim, isso vale para coisas mais óbvias como o cigarro, a preguiça, o excesso de álcool e a alimentação desregrada. Mas também para práticas nocivas que corrompem nosso lado emocional. Por exemplo? Reclamar é uma delas. Afinal, esse vício nos impede de enxergar o lado mais divertido do dia a dia e nos transforma numa pessoa maçante. "Quando manifesto minha gratidão pelo que a vida me proporciona de bom e de ruim, deixo de sofrer a cada minuto. O mundo muda quando você começa a agradecer em vez de reclamar", afirma a monja Coen.Um bom começo é tentar identificar as atitudes que não trazem nada de bom e se perguntar quais valores elas agregam. Na falta de resposta, melhor partir para outra. 6º passo: dormir mais horasTem gente que acha o sono perda de tempo. Ainda tem a turma plugada na tomada que simplesmente não consegue parar e aquelas que lutam ferozmente contra a insônia. Segundo dados da Sociedade Brasileira do Sono, estima-se que quase metade da população brasileira enfrente algum tipo de dificuldade para ter um sono reparador. Os resultados dessa privação são muitos, vai desde o aumento do risco de morte por doenças cardíacas até a diminuição da capacidade de resolver problemas de forma criativa.E qual é a fórmula para deixar de contar carneirinhos? "Sugiro começar um diário em que são anotadas todas as ocorrências do dia e em quais delas o sono pode sofrer interferência", diz a coach. "Esse tipo de registro é capaz de ajudar a encontrar correlações entre pensamentos, atitudes e dificuldades para dormir bem. Assim fica mais fácil modificar os comportamentos que causam insônia." 7º passo: aproximar-se das pessoas queridasExiste coisa mais prazerosa do que estar ao lado dos amigos? Pois é, uma coisa tão simples quanto essa está se tornando algo raro nos dias de hoje. Afinal, na nossa agenda tão conturbada, acaba sobrando pouco tempo para os momentos de lazer. "Conviver com quem se ama faz crescer em nós o sentimento de pertença, de raiz, nos faz sentir amparadas, conectadas com o outro", afirma a psicanalista Maria Helena Saleme. Para a monja Coen, o encontro, mesmo que breve, pode se transformar num antídoto para combater a aridez cotidiana.Para terminar, anote aí duas lições importantes: quantidade não é sinônimo de qualidade e amigos não caem do céu. "Temos de cultivá-los, muitas vezes fazendo pequenos sacrifícios em nome do outro", diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association Brasil (Isma - BR). 8º passo: perdoar velhas mágoaJana Magalhães A espiritualidade por ser uma ótima arma contra a tristezaImagine um saco cheio de entulhos que carregamos para cima e para baixo. Assim são os ressentimentos, que deixam o coração pesado e envenenam a vida. Não estamos sugerindo varrê-los para debaixo do tapete. Pelo contrário. "Perdoar não significa esquecer e sim minimizar as emoções negativas que essas lembranças trazem em razão do novo entendimento que você deu a elas", afirma a coach.E como fazer isso? O primeiro passo, segundo a monja Cohen, é tentar buscar um entendimento com quem causou a mágoa. "Mesmo que a pessoa não esteja disposta a mudar de atitude, nós nos sentiremos melhor ao mostrar que nos aborrecemos. Quem sabe, no futuro, ela não pensará duas vezes antes de agir de maneira inapropriada", diz. O segundo, ainda de acordo com ela, é buscar compreender a imperfeição alheia: "Temos de tentar entender quais motivos levaram aquela pessoa a agir de tal forma. Muitas vezes vamos perceber no outro alguém que não sabe lidar com as próprias dificuldades e acaba ofendendo e magoando outra pessoa. Ao entender o problema, trocamos o ódio pela compaixão e tiramos um peso enorme de nosso coração".A psicanalista Maria Helena faz uma ressalva importante para tentar desembaraçar o emaranhado de ressentimentos: precisamos lembrar que o outro, assim como nós, também tem limites que precisam ser respeitados.   9º passo: reconhecer seu valor  10º Num mundo em que a mulher é cobrada a ser bem-sucedida em todas as searas fica difícil não sentir que estamos sempre devendo algo para alguém. O maior problema desse tipo de comportamento é exigir demais de si mesma e viver em constante estado de insatisfação e baixa autoestima. "Ninguém é capaz de ser pleno querendo satisfazer as expectativas do outro. É preciso conhecer-se, entender seus pontos verdadeiramente fortes e os fracos para investir na busca pela felicidade", diz Maria Helena.Uma boa maneira de manter as expectativas pessoais em níveis aceitáveis é ter objetivos de vida bem definidos. Para isso, um plano de metas pode ajudar bastante. Coloque no papel aquilo que deseja para curto, médio e longo prazo e a maneira como pretende alcançar esses objetivos. Nunca se esqueça, porém, de ressaltar suas qualidades e de elogiar-se. passo: manter o foco no agora

Metodologia (Como atingir a felicidade) Acreditar que a nossa vida não é melhor nem pior que a de ninguém. Nunca sentir-se maior ou menor mas igual...Fazer o bem sem olhar à quem e não esperar nada em troca, Procurar sorrir sempre, mesmo diante das dificuldades e não se envergonhar das lágrimas, diante da necessidade. Ser humilde, prestar favores sem recompensas, abrir as mãos e oferecer ajuda;  Não Chorar e sofrer, mas lutar e procurar vencer, sem deixar o cansaço te derrotar, nem o desânimo e o preconceito te dominar.
Aprender a defender seus ideais e a amar seus semelhantes, a conquistar seus amigos pelo o que você é e não pelo o que querem que seja.Saber ganhar e saber perder, é uma rara conquista, mas você consegue... Tenha fé, acredite em Deus! Viva cada momento como se fosse o último. Faça de sua vida uma conquista de vitórias, uma virtude e aproveite tudo o que ela te der, como uma oportunidade... mesmo sofrendo, sofra amando...


O Financiador desse projeto (Deus) Ele  se revela em  nossa vida  através  da nossa vida prática. Revela-se no dia-a-dia, na vida familiar. Deus quer que nos esforcemos para dar o nosso melhor à nossa família: nosso tempo, esforço, vigor e dinheiro e na Vida física, disposição.
O tempo de vida desse projeto. O percurso durará 365 dias de muita felicidade, 12 meses de amor e carinho, 52 semanas de saúde e prosperidade, 8760 horas de paz e harmonia.

O caminho de execução  “O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza. Viver é lutar por fazer de todos os momentos: Momentos mágicos.. Onde tudo depende de nós..  perseguir.. descobrir.. Arriscar.. Cair.. Lutar.. Levantar.. Sorrir.. Acreditar no impossível.. Pintar o Mundo de cores novas.. Ter sede de infinito.. Criar as próprias regras.. Ser livre.. Viver cada momento.. Sonhar..

Assim concluiremos o nosso projeto de vida. Rapidinho acabará  mais um ano, 2013.Novo projeto terás que fazer . Que as mão de Deus guiem seu projeto de vida para 2013 , realize  na  paz,  harmonia, saúde e alegria.  É  tudo que lhe desejo neste ano  que está começando.

 Feliz  e Abençoado Ano Novo de 2013!

Pe. Joácio Nóbrega



Mensagem de Ano Novo do Administrador Paroquial Pe. Joácio Nóbrega a seus paroquianos
Sob a proteção de Nossa Senhora e as bênçãos de Deus, estamos iniciando mais um ano civil, 2012.
Comparemos este ano que se aproxima com uma viagem... em um carro chamado vida... em uma estrada chamada sonho... com amores que se chamam família... com um amigo que se chama Jesus.
É hora iniciar uma nova  viagem. Embacaremos...   acreditando  nos desígnios e a vontade de Deus.Deixare-nos  mundo e dias afora nos conduzir por Deus, na esperança de que nossos sonhos  e desejos iram se realizar.
Levaremos na bagagem o agradecimento de um ano que termina, saudades, encontros,vitorias,amores,esperanças,alegrias,entre outros,na aspiração de acumular mais e melhores   volumes neste novo percurso que teremos pela frente.
O caminho é Longo...feito pelos nossos próprios sonhos...mas a beleza da viagem depende dos que vão conosco na viagem em busca de um mundo melhor,cheio de paz,saúde,realizações,compreensão e muito amor.
Deixamos para trás, sonhos que não conseguimos realizar, tristezas, perdas, invejas,sofrimento,dores,doenças,mortes,solidão,mentiras,fofocas,coisas que retirarmos para sempre do nosso carro.
O percurso durará 365 dias de muita felicidade, 12 meses de amor e carinho, 52 semanas de saúde e prosperidade, 8760 horas de paz e harmonia.
Destacaremos algumas metas para a viagem, tais como: Ter Deus sempre em primeiro lugar nas nossas vidas, ter um ideal de vida, evitar tristezas e desilusões, superestimar as capacidades, superar nossos limites,ter paciência, amar mais,trabalho para todos os passageiros do  carro da vida.
Siga sempre em frente motivado pelo otimismo e a esperança, olhando para frente, sonhando com um mundo melhor a ser desbravado, por uma sociedade mais justa e fraterna onde todos tenham direito de viver.
Acelere o carro da vida enquanto vamos traçando planos e objetivos  para o futuro,vivendo cada instante sonhos e certezas de que cada kilomentro deste viagem vai ser diferente e melhor.
Pare sempre que necessário no acostamento. Der um tempo e deixe passar as coisas ruins, negativas, capazes  de atrapalhar a condução,os planos e os desejos de uma viagem tranqüila e calma.
Vá passando machas. Para sair use a macha do  perdão, perdoando as magoas e os rancores,em seguida passe a da fé,acreditando no motorista dessa viajem,Deus,corra mais com a caridade olhando e acolhendo os irmãos e irmãs que encontrarás pelo caminho,passe a mancha da força de vontade e por ultimo a macha do dialogo,lembrando da necessidade de dialogar para se chegar mais longe na história.
No caminho encontrarás chuvas de bênção, ventos  de prosperidades,sol de fecundidades,nuvens de probabilidades,relâmpagos de novos caminhos e luzes de fortunas.
O motorista irá favorecer um tempo... para uma parada forçada,uma prova,tirar planos fracassados,esforços frustrados,um momento a sós,uma reflexão Esse tempo pode torna-se grande aliado ou nosso pior inimigo,depende de cada um em organizá-lo.
Viagem em paz. Paz no sentido bíblico Shalom, um dom messiânico no mais alto grau e salvação trazida por Jesus. Ela é a completude da satisfação do ser humano. Em outras palavras,é o preenchimento das condições mínimas para uma viagem segura e tranqüila.
A viagem continua... vire na curva que se chama esperança...salte as lombadas das dificuldades e problemas...frei nos empecilhos,abasteça com o combustível do amor,adquira bagagem bíblica,coloque ar novo nos pneus,peça a intercessão de Nossa Senhora,passe o cinto da segurança em Deus e quando chegar no destino da tua viagem agradeça ao motorista chamado DEUS.
Viva esta viagem de 2012 de forma intensa e seja muito feliz.
Feliz e Abençoado 2012 a todos e todas!



O amor conjugal como resposta à crise matrimonial




É notória entre os casais a dificuldade de ajustamento aos novos modelos familiares, com efeito, o choque de gerações, o novo ritmo da sociedade tecnologizada, a crise geral de sentido e de valores, tem deixado a parceria conjugal em profunda crise. São muitos os divórcios, as lamentáveis tragédias (violência, sofrimento dos filhos), durante a separação.
Há um horizonte antigo, mas sempre novo que pode arejar a relação conjugal, pode tirá-la de uma possível crise. Talvez tal elemento tenha sido pouco valorizado, posto que o acento muitas vezes, em termos de matrimônio, é posto na família, ou na Igreja como sustentáculo. Trata-se do amor conjugal, ele precisa ser redescoberto, preciso ser valorizado porque constitui o núcleo da conjugabilidade, é ele que norteia os cônjuges, quem os unifica. Quando amadurecido, transformado em amor de amizade, é capaz de dar novo sabor à relação.
Para os que vivem o amor conjugal a crise não é trágica. É dolosa, mas fará renascer um amor mais maduro, em uma síntese que marcará a vida do casal.
Uma abordagem pastoral que anuncie o amor conjugal nos tempos de hoje não será tão fácil, isto porque vivemos em uma sociedade profundamente individualista, e o amor conjugal é amor de renúncia, de complementariedade, amor-doação em favor do outros. Visto que a complementariedade se dar através da comunhão físico-espiritual-psicológica, o individualismo é forte ameaça para tal amor, porque ele sempre resguarda, não divide, sempre volta o cônjuge para si próprio.
A Pastoral Familiar pode ser a grande esperança da Igreja para levar a diante a sua tarefa de evangelizar as famílias e ajudar os casais em crise a partir de Cristo no amor conjugal. Ele será sinal de Cristo, que amou a sua Igreja e se entregou por ela, anunciará a boa nova do amor conjugal, a necessidade de amadurecê-lo, seja na relação seja no período do namoro, em vista do matrimônio, seja no noivado, seja dentro do próprio matrimônio.
Sem dúvida aprofundar o amor conjugal é produtivo no sentido de lançar novo olhar sobre a relação conjugal, sobre as crises. Estas quando vividas por um amor maduro fará o casal renascer das cinzas em uma nova síntese, sem duvida, enriquecedora para o casal.

                    Bento Oliveira (Seminarista)

A vida de Santo Onofre
O nome «Onófrio» vem da língua egípcia e significa «aquele que é sempre feliz». Filho de Teodoro, rei da Pérsia, que viveu no IV século, foi definido por São Jerônimo, que lhe conheceu, como «o Prodígio do Deserto». Renunciou ao trono para retirar-se a um convento no Egito, conduzindo uma vida rigorosíssima. Desejoso de uma maior solidão, retirou-se para o deserto, onde viveu por 60 anos no mais absoluto ascetismo.
Não houve mais nenhuma notícia dele, até que Panúncio, monge do Egito do século V, desejoso de encontrar os anacoretas do deserto, para conhecer a sua vida e a sua experiência eremítica, de que tanto se falava naquele tempo naquelas zonas, adentrou-se no deserto à busca deles. Depois de duas etapas feitas em 21 dias, absolutamente exausto, sentou-se para repousar. Percebeu, então, uma figura humana de terrível aspecto, recoberta da cabeça aos pés de cabelos e por algumas folhas. Este tipo de «veste» era muito freqüente entre os anacoretas que, habituados a estar sozinhos e vistos somente pelos anjos, já não se preocupavam com as vestes que era algo muito difícil de confeccionar ou substituir no deserto.
Inicialmente, aterrorizado, Panúncio procurou fugir, mas a figura humana o chamou, pedindo-lhe que ficasse. Então, ele compreendeu que havia encontrado aquilo que procurava: um anacoreta. Estabeleceu-se uma confiança recíproca e começaram as confidências. O eremita disse chamar-se Onofre e que estava no deserto há 60 anos, e de nunca mais haver visto ninguém por aquelas partes. Alimentava-se de ervas e dormia nas cavernas. Inicialmente, não foi assim, pois vivia num mosteiro em Hermópolis, junto com uma centena de monges. Mas, desejoso de uma vida mais solitária, a exemplo de São João Batista e do Profeta Elias, deixou o mosteiro para dedicar-se à vida eremítica, adentrando na zona desértica com pouquíssimo para viver. Depois de alguns dias, encontrou numa gruta um outro eremita, a quem lhe pediu de iniciá-lo nesta vida tão singular.
O eremita concordou e o acompanhou num local onde havia um oásis com palmeiras. Esteve com ele durante trinta dias e depois o deixou, retornando à sua caverna. Um vez por ano o eremita vinha fazer-lhe uma visita e confortá-lo. numa destas visitas, quando chegou e se inclinou para saudá-lo, caiu e morreu. Cheio de tristeza, Onofre o sepultou num local próximo ao seu retiro.
Onofre depois contou a Panúncio como ele se adaptava à mudança das estações, como resistia às intempéries e como se sustentava. Em experiências místicas, ele sabia que um anjo o sustentava e lhe portava a Eucaristia todos os domingos.
Continuaram as suas conversas espirituais até que o anacoreta lhe disse: «Deus te enviou aqui para que tu dês conveniente sepultura ao meu corpo, pois cheguei ao fim da minha vida terrena». Panúncio propôs a Onofre de tomar o seu lugar, mas o eremita respondeu que não era esta a vontade de Deus. Ele deveria retornar ao Egito e contar aquilo de que tinha sido testemunha. Depois de haver-lhe abençoado, ajoelhou-se em oração e morreu. Panúncio o cobriu com uma parte de sua túnica e o sepultou numa brecha da rocha.
Panúncio o descreve como um homem humilde, de face benigna, nu, mas recoberto de cabelos longos. Segundo Panúncio, Onofre narrou-lhe como ele vivia antes no mosteiro, como fazia o bem aos pobres, sobretudo aos órfãos e as viúvas.  Mas, um dia, uma mulher se aproximou dele e eles permaneceram juntos numa cela por um ano e quatro meses. Depois, percebendo a gravidade do pecado cometido, disse:
«Ai de mim, ai de mim! Que responderei ao Senhor? Homem miserável eu sou! Como poderei estar diante do justo juiz? E eu mesmo me disse: ‘Levanta-te, levanta-te, miserável e foge!’ É melhor abandonar todas as coisas daqui e fugir ao pecado. E fugindo dali, encontrei esta palmeira e esta caverna e aqui estou em solidão».
Pensou que seria um maior prazer para Deus se ele se dedicasse à vida de oração no deserto. Assim, ele se alimentou dos frutos da palmeira, mesmo permanecendo a saudade do sabor do pão. Relatou ao amigo Panúncio como, no início, ficava turbado por causa da solidão e da própria fraqueza física. Mas, quando se sentia fraco, rezava e fazia sacrifícios, pedindo ao Senhor que expulsasse dele o sofrimento e a dor. Muitas tentações e batalhas teve que enfrentar, muitas fadigas, sofrimentos e penas... Tudo para que o Senhor perdoasse os seus pecados.
A «Vida de Santo Onofre» escrita por Panúncio é conhecida em diversas recensões orientais: grega, copta, armena e árabe. O livro apresenta um elogio sobre a vida monástica cenobítica e, ao mesmo tempo, uma apresentação do estado de vida mais perfeito: a solidão do deserto. Panúncio conclui a sua biografia de Onofre dizendo que ele morreu no dia 11 de junho. Contudo, Onofre é celebrado pelos bizantinos no dia 12 de junho. Antônio, arcebispo de Novgorod, diz que, no seu tempo (1200), a cabeça de Santo Onofre era conservada na Igreja de Santo Acindino, no Egito.
O seu culto e a sua memória espalharam-se por vários países da Ásia e no Egito. Os calendários litúrgicos destas regiões trazem a sua festa no dia 10 ou 11 ou 12 de junho. Em árabe, ele é chamado de Abu Nufar (o Herbívoro), nome que se lhe adapta perfeitamente. A imagem de Santo Onofre anacoreta nu, recoberto de cabelos, foi a forma que a arte sacra encontrou para representá-lo. Depois, foram sendo acrescentados algumas particularidades narrativas, como as folhas, o cantil, o camelo, a cruz, a hóstia e o cálice, e o anjo.
          No Ocidente, Santo Onofre é conhecido, sobretudo, porque é padroeiro de Palermo, na Sicília, Itália. Com as migrações italianas, a devoção a Santo Onofre se espalhou pelo mundo. O Santo é chamado pelos palermitanos de Santu Nofriu lu Pilusu (Santo Onofre, o Cabeludo) por causa da cabeleira e longa barba.
Em Palermo, há registros do ano 1548 em que a Confraria de Santo Onofre costumava, por ocasião da festa do patrono, celebrar o matrimônio de dois casais. Assim, na Itália, como em várias outras partes do mundo, o dia 12 de junho é dedicado aos namorados. Surge, então, na folclorística, as famosas novenas feitas pelas moças dedicadas a Santo Onofre para pedir um bom marido. Antigamente, as moças que procuravam marido, por nove dias seguidos, recitavam de joelhos a seguinte ladainha:
Santu Nofriu lu pilusu – Santo Onofre, cabeludo
Iu vi prego di ccà gliusu – Eu vos peço daqui debaixo
vui na grazia m’ati a fare – Vós, uma graça, me deveis fazer
un maritu m’ati a truvari – Um marido me deveis encontrar.
Contudo, Santo Onofre é venerado, especialmente, como o Santo das coisas perdidas. As pessoas a ele se dirigem para encontrar objetos perdidos, suplicar saúde, trabalho e serenidade na família. Em Roma, num bairro chamado Gianicolo, há uma igreja dedicada a Santo Onofre construída no século XV. Toda a vida de Santo Onofre é representada em 15 tábuas que a Confraria de Santo Onofre mandou pintar no século XVI e são conservadas como objetos de rara beleza e preciosidade.
No Abruzzo, região da Itália, existe um monastério dedicado a Santo Onofre desde o século XIII. O frade eremita Pietro Morrone, depois papa Celestino V, viveu neste monastério em meio às montanhas. E na Região da Calábria, há um município com o nome do santo.
                           Colaboração de Ismael (Seminarista)